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Zero Trust em pequenas empresas: por que a adoção ainda é tão baixa?”

Escrito por Luiz Claudio | 12/01/2026 18:23:41

 

Zero trust em pequenas empresas ainda é visto como algo distante da realidade de organizações menores, quase sempre associado a grandes corporações, estruturas complexas e altos investimentos. 

No entanto, esse entendimento não reflete mais o cenário atual. Afinal, ataques cibernéticos não escolhem porte e pequenas empresas estão cada vez mais no radar justamente por terem defesas mais frágeis. 

Mesmo assim, o modelo Zero Trust continua sendo pouco adotado nesse segmento, muitas vezes por falta de informação prática e por mitos que se perpetuam no mercado.

Ao longo deste conteúdo, vamos analisar porque essa adoção ainda é tão baixa, quais são os equívocos mais comuns e como o Zero Trust pode fazer sentido para pequenas empresas quando aplicado de forma realista.

Zero trust em pequenas empresas ainda é confundido com complexidade excessiva

Zero trust em pequenas empresas costuma ser interpretado como um conjunto de tecnologias caras e difíceis de implementar. 

Além disso, muitos gestores acreditam que adotar esse modelo exige reestruturar toda a infraestrutura de TI ou investir em soluções fora do orçamento. 

Na prática, Zero Trust é muito mais uma mudança de mentalidade do que um pacote fechado de ferramentas.

Mas o conceito central é simples: não confiar automaticamente em nada nem ninguém, mesmo dentro da rede. 

Ainda assim, muitas pequenas empresas operam com acessos amplos, senhas compartilhadas e pouca visibilidade sobre quem acessa o quê. 

Isso acontece porque o modelo tradicional, baseado em “rede interna confiável”, parece mais fácil de administrar no curto prazo.

Entre os principais equívocos estão, por exemplo:

  • Achar que Zero Trust só funciona em ambientes grandes;
  • Associar o modelo apenas a tecnologias avançadas,
  • Ignorar que controles simples já seguem a lógica Zero Trust.

Começar com autenticação forte, segmentação de acessos e revisão de privilégios já é um passo importante. 

Então, quando o conceito é traduzido para a realidade da pequena empresa, ele deixa de ser complexo e passa a ser necessário.

Falta de maturidade em segurança e priorização do negócio

Outro fator que explica a baixa adoção do zero trust em pequenas empresas é a baixa maturidade em segurança da informação. 

Em muitos casos, a segurança só entra em pauta após um incidente ou quando surge alguma exigência contratual. 

Antes disso, ela compete com outras prioridades consideradas mais urgentes, como vendas, crescimento e redução de custos.

Mas o problema é que essa visão ignora o impacto real de um ataque cibernético. Para pequenas empresas, um incidente pode significar paralisação total das operações, perda de dados críticos e danos à reputação difíceis de reverter. 

Mesmo assim, ainda existe a sensação de que “não somos um alvo interessante”. Alguns comportamentos comuns reforçam esse cenário. Por exemplo:

  • Acessos sem controle adequado;
  • Falta de políticas claras de segurança,
  • Dependência excessiva de um único fornecedor ou colaborador.

O Zero Trust propõe exatamente o oposto: assumir que falhas podem acontecer e limitar os impactos. Afina, sem esse entendimento, a segurança continua sendo reativa e não estratégica.

Cultura organizacional e resistência à mudança

A adoção do zero trust em pequenas empresas também esbarra na cultura interna. Ambientes menores tendem a ser mais informais, com relações baseadas na confiança pessoal. 

Embora isso seja positivo do ponto de vista humano, pode se tornar um risco quando aplicado diretamente à gestão de acessos e dados.

Muitos gestores temem que controles mais rígidos prejudiquem a produtividade ou criem atritos com a equipe. Essa resistência faz com que práticas inseguras se mantenham por conveniência. 

No entanto, Zero Trust não significa desconfiar das pessoas, mas sim proteger o negócio de erros, descuidos e ameaças externas.

Quando bem comunicado, o modelo pode trazer benefícios claros. Alguns deles incluem, por exemplo:

  • Menor risco de acessos indevidos;
  • Mais clareza sobre responsabilidades,
  • Redução de impactos em caso de incidente.

A mudança cultural acontece quando a equipe entende que segurança não é obstáculo, mas suporte para a continuidade do negócio. Sem esse alinhamento, qualquer iniciativa tende a fracassar.

A falsa ideia de que Zero Trust é caro demais

O custo percebido é outra grande barreira para o zero trust em pequenas empresas. Muitas associam o modelo a soluções robustas e investimentos elevados, sem considerar que boa parte dos princípios pode ser aplicada com recursos já disponíveis ou com ajustes de processo.

Revisar acessos, aplicar o menor privilégio, segmentar sistemas e monitorar atividades não exige necessariamente grandes gastos. O que exige é planejamento e conhecimento técnico para priorizar o que realmente importa.

Algumas ações acessíveis incluem:

  • Revisão periódica de permissões;
  • Uso de autenticação multifator;
  • Separação de ambientes críticos,
  • Monitoramento básico de acessos.

Quando comparado ao custo de um incidente, o investimento em Zero Trust se mostra proporcional e mais barato do que se imagina em muitos casos. Portanto, o desafio está em enxergar segurança como investimento e não como despesa.

Zero Trust como caminho para uma segurança digital sustentável

Falar em zero trust em pequenas empresas é falar sobre proteger o negócio de forma inteligente e compatível com sua realidade. 

Mais do que blindar sistemas, esse modelo ajuda a preservar relações comerciais, credibilidade e continuidade operacional. 

Nós, da LC Sec, trabalhamos para traduzir conceitos avançados de segurança em soluções práticas, viáveis e alinhadas ao dia a dia das empresas. 

Afinal, com mais de dez anos de atuação em ambientes críticos, nosso foco é tornar a cibersegurança clara, acessível e eficiente, cuidando do que realmente sustenta o negócio: as informações. 

Então, se você quer evoluir a segurança digital da sua empresa com equilíbrio e estratégia, conte com a LC Sec para dar esse próximo passo! Clique aqui para entrar em contato com nossa equipe!