Zero trust em pequenas empresas ainda é visto como algo distante da realidade de organizações menores, quase sempre associado a grandes corporações, estruturas complexas e altos investimentos.
No entanto, esse entendimento não reflete mais o cenário atual. Afinal, ataques cibernéticos não escolhem porte e pequenas empresas estão cada vez mais no radar justamente por terem defesas mais frágeis.
Mesmo assim, o modelo Zero Trust continua sendo pouco adotado nesse segmento, muitas vezes por falta de informação prática e por mitos que se perpetuam no mercado.
Ao longo deste conteúdo, vamos analisar porque essa adoção ainda é tão baixa, quais são os equívocos mais comuns e como o Zero Trust pode fazer sentido para pequenas empresas quando aplicado de forma realista.
Zero trust em pequenas empresas costuma ser interpretado como um conjunto de tecnologias caras e difíceis de implementar.
Além disso, muitos gestores acreditam que adotar esse modelo exige reestruturar toda a infraestrutura de TI ou investir em soluções fora do orçamento.
Na prática, Zero Trust é muito mais uma mudança de mentalidade do que um pacote fechado de ferramentas.
Mas o conceito central é simples: não confiar automaticamente em nada nem ninguém, mesmo dentro da rede.
Ainda assim, muitas pequenas empresas operam com acessos amplos, senhas compartilhadas e pouca visibilidade sobre quem acessa o quê.
Isso acontece porque o modelo tradicional, baseado em “rede interna confiável”, parece mais fácil de administrar no curto prazo.
Entre os principais equívocos estão, por exemplo:
Começar com autenticação forte, segmentação de acessos e revisão de privilégios já é um passo importante.
Então, quando o conceito é traduzido para a realidade da pequena empresa, ele deixa de ser complexo e passa a ser necessário.
Outro fator que explica a baixa adoção do zero trust em pequenas empresas é a baixa maturidade em segurança da informação.
Em muitos casos, a segurança só entra em pauta após um incidente ou quando surge alguma exigência contratual.
Antes disso, ela compete com outras prioridades consideradas mais urgentes, como vendas, crescimento e redução de custos.
Mas o problema é que essa visão ignora o impacto real de um ataque cibernético. Para pequenas empresas, um incidente pode significar paralisação total das operações, perda de dados críticos e danos à reputação difíceis de reverter.
Mesmo assim, ainda existe a sensação de que “não somos um alvo interessante”. Alguns comportamentos comuns reforçam esse cenário. Por exemplo:
O Zero Trust propõe exatamente o oposto: assumir que falhas podem acontecer e limitar os impactos. Afina, sem esse entendimento, a segurança continua sendo reativa e não estratégica.
A adoção do zero trust em pequenas empresas também esbarra na cultura interna. Ambientes menores tendem a ser mais informais, com relações baseadas na confiança pessoal.
Embora isso seja positivo do ponto de vista humano, pode se tornar um risco quando aplicado diretamente à gestão de acessos e dados.
Muitos gestores temem que controles mais rígidos prejudiquem a produtividade ou criem atritos com a equipe. Essa resistência faz com que práticas inseguras se mantenham por conveniência.
No entanto, Zero Trust não significa desconfiar das pessoas, mas sim proteger o negócio de erros, descuidos e ameaças externas.
Quando bem comunicado, o modelo pode trazer benefícios claros. Alguns deles incluem, por exemplo:
A mudança cultural acontece quando a equipe entende que segurança não é obstáculo, mas suporte para a continuidade do negócio. Sem esse alinhamento, qualquer iniciativa tende a fracassar.
O custo percebido é outra grande barreira para o zero trust em pequenas empresas. Muitas associam o modelo a soluções robustas e investimentos elevados, sem considerar que boa parte dos princípios pode ser aplicada com recursos já disponíveis ou com ajustes de processo.
Revisar acessos, aplicar o menor privilégio, segmentar sistemas e monitorar atividades não exige necessariamente grandes gastos. O que exige é planejamento e conhecimento técnico para priorizar o que realmente importa.
Algumas ações acessíveis incluem:
Quando comparado ao custo de um incidente, o investimento em Zero Trust se mostra proporcional e mais barato do que se imagina em muitos casos. Portanto, o desafio está em enxergar segurança como investimento e não como despesa.
Falar em zero trust em pequenas empresas é falar sobre proteger o negócio de forma inteligente e compatível com sua realidade.
Mais do que blindar sistemas, esse modelo ajuda a preservar relações comerciais, credibilidade e continuidade operacional.
Nós, da LC Sec, trabalhamos para traduzir conceitos avançados de segurança em soluções práticas, viáveis e alinhadas ao dia a dia das empresas.
Afinal, com mais de dez anos de atuação em ambientes críticos, nosso foco é tornar a cibersegurança clara, acessível e eficiente, cuidando do que realmente sustenta o negócio: as informações.
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