Falha crítica pode permitir execução de código por usuário autenticado, sem privilégios de administrador.
Uma falha crítica no Gogs, serviço Git open source e auto-hospedado, permite execução remota de código em certas condições. O problema recebeu nota 9.4 no CVSS, segundo a Rapid7, e ainda não tem CVE. O ataque pode ser feito por qualquer usuário autenticado quando o fluxo de rebase antes do merge está disponível.
Foi divulgada uma vulnerabilidade crítica no Gogs, uma plataforma open source usada para hospedar repositórios Git em servidores próprios. Segundo a Rapid7, a falha tem pontuação 9.4 no CVSS, o que indica risco elevado. Até o momento descrito na fonte, o problema não possui identificador CVE e permanece sem correção, apesar de ter sido reportado ao mantenedor em 17 de março de 2026.
O ponto mais preocupante é o escopo: o ataque não exige conta administrativa. Em configurações padrão, um invasor pode criar uma conta, criar um repositório e explorar a falha sem depender da interação de outro usuário.
O ataque usa uma combinação específica: criação de pull request, nome de branch malicioso e a opção de merge chamada “Rebase before merging”. O Git permite que o comando git rebase receba a opção --exec, que executa um comando após a reaplicação de commits. A falha ocorre quando um nome de branch é usado para injetar essa opção no processo de rebase.
Em termos simples: algo que deveria ser apenas o nome de uma ramificação do código pode ser interpretado como parte de um comando. Com isso, o servidor que roda o Gogs pode executar código escolhido pelo atacante.
Equipes que usam Gogs devem priorizar a revisão de instâncias onde usuários comuns conseguem criar contas ou repositórios. Também é importante olhar repositórios com rebase antes do merge ativado.
Como a fonte informa que a falha ainda estava sem patch, a mitigação deve reduzir as condições necessárias para exploração. A primeira medida é restringir quem pode criar repositórios e quem tem permissão de escrita em projetos existentes. Em seguida, revise a disponibilidade do recurso “Rebase before merging” nos repositórios.
Não. Segundo a análise citada, qualquer usuário autenticado pode explorar a falha em determinadas condições. Em instâncias padrão, a criação de conta e repositório pode ser suficiente.
A fonte informa que, no momento da divulgação, a vulnerabilidade ainda não tinha identificador CVE.
O risco cresce quando usuários podem criar repositórios livremente ou quando têm permissão de escrita em repositórios com rebase antes do merge habilitado.
Se sua empresa usa Gogs ou outros serviços Git auto-hospedados, a LC SEC pode apoiar na revisão de exposição, permissões, fluxos de merge e testes de segurança para reduzir riscos de execução remota de código.
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Fontes:
https://thehackernews.com/2026/05/critical-gogs-rce-vulnerability-lets.html