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Unico acusa Serasa por biometria indevida de 22 milhoes no Brasil

Escrito por Luiz Claudio | 11/06/2026 20:28:59
Vazamento de dados

Unico acusa Serasa por biometria; entenda o caso

A disputa envolve consultas supostamente irregulares e dados biométricos de até 22 milhões de brasileiros.

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O que aconteceuComo o caso teria ocorridoSinais de alertaO que fazer agoraChecklist pratico

Resumo rapido

A Unico acusa a Serasa Experian e a ClearSale de envolvimento em um suposto uso indevido de dados biométricos. A ação cita ao menos 1,4 milhão de transações consideradas irregulares e estima impacto potencial de até 22 milhões de brasileiros. O processo corre sob segredo de Justiça e ainda não há decisão final.

Neste artigo voce vai aprender:

  • Quais empresas são citadas na disputa envolvendo biometria facial.
  • Qual seria o papel da fornecedora Skill Tecnologia no caso.
  • Por que dados biométricos exigem cuidado maior que senhas comuns.
  • Quais sinais devem acender alerta para pessoas e empresas.
  • Medidas práticas para reduzir risco e melhorar governança de dados.

A disputa que colocou biometria facial no centro do debate

A Unico acusa a Serasa Experian e a ClearSale de participar de um suposto esquema de uso indevido de dados biométricos — especificamente imagens capturadas em processos de reconhecimento facial. O caso já motivou uma operação de busca e apreensão conduzida por peritos criminais em São Paulo e corre sob segredo de Justiça. As acusações são alegações ainda em análise judicial, sem decisão definitiva.

O volume potencial é expressivo: a Unico estima que dados de até 22 milhões de brasileiros possam estar envolvidos. Um laudo pericial citado na ação aponta ao menos 1,4 milhão de transações consideradas irregulares. Independentemente do desfecho judicial, o caso acende um alerta sobre como dados biométricos são gerenciados na cadeia de fornecedores do mercado financeiro brasileiro.

O canal do Banco do Brasil e a Skill Tecnologia

A acusação descreve um caminho específico para o suposto desvio. A fornecedora Skill Tecnologia teria utilizado um canal de integração criado para atender exclusivamente o Banco do Brasil para realizar consultas associadas à Serasa Experian e à ClearSale — finalidade diferente da contratada e, segundo a Unico, fora dos limites autorizados.

A Unico afirma ter identificado volumes de consulta incompatíveis com o que o Banco do Brasil declarava usar. Além disso, relata que clientes do setor financeiro começaram a mencionar ofertas da Serasa Experian com tecnologia de biometria facial e preços mais competitivos, o que teria despertado a investigação interna.

Sinais que merecem atenção imediata

Para pessoas físicas, identificar uso indevido de biometria não é trivial. Ainda assim, alguns comportamentos fogem do padrão e devem gerar alerta:

  • Notificações de validação facial que você não reconhece ou não iniciou.
  • Tentativas de acesso ou abertura de contas em bancos e serviços financeiros sem a sua solicitação.
  • Pedidos inesperados para refazer prova de vida, selfie ou reconhecimento facial por link.
  • Mensagens com urgência sobre regularização de cadastro biométrico.

Para empresas, o sinal mais crítico é qualquer volume de consulta fora do padrão contratado — especialmente quando envolve integrações com terceiros, canais criados para clientes específicos ou sistemas que não passaram por revisão recente de acesso e finalidade.

Tratar biometria como dado irrecuperável muda a equação

Uma senha comprometida pode ser redefinida em minutos. Uma imagem facial, não. Por isso, organizações que coletam, armazenam ou consultam biometria precisam ir além do básico de segurança: é necessário mapear quem acessa esses dados, com qual base legal, por qual sistema, com que limite de uso e com rastreabilidade completa. Sob a LGPD, desvio de finalidade não é uma questão técnica — é uma exposição jurídica.

Para pessoas físicas, a orientação prática é acompanhar movimentações em bancos e serviços financeiros, desconfiar de qualquer solicitação de recadastro facial que chegue por link e acionar os canais oficiais das instituições ao receber validações não solicitadas. Suspeitas de uso indevido também podem ser reportadas à ANPD.

Checklist pratico

  1. Revise todos os fornecedores que acessam biometria, incluindo canais criados originalmente para clientes específicos.
  2. Compare volumes de consulta com contratos, faturas, logs técnicos e a finalidade declarada de uso.
  3. Crie alertas para acessos fora do padrão e defina um processo claro para investigar e conter desvios rapidamente.

Perguntas frequentes

O caso já foi comprovado?

Não. As acusações foram apresentadas pela Unico, mas ainda serão analisadas pela Justiça. Não há decisão definitiva.

Quantas pessoas podem ter sido afetadas?

A ação cita ao menos 1,4 milhão de transações consideradas irregulares. A Unico estima que o impacto potencial possa envolver dados de até 22 milhões de brasileiros.

Por que biometria é tão sensível?

Porque dados como imagem facial são praticamente impossíveis de substituir após uma violação. Se uma senha vaza, ela pode ser alterada; a biometria exige controles muito mais rígidos de coleta, acesso, armazenamento e finalidade de uso — e qualquer desvio tem consequências duradouras para o titular.

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Fontes:
Pipeline Valor, conforme texto fornecido