Squidbleed podia expor senhas, tokens de sessão e chaves de API em servidores proxy.
Pesquisadores da Calif.io encontraram uma vulnerabilidade que vivia no código do Squid Proxy desde 1997. A falha, chamada Squidbleed e registrada como CVE-2026-47729, permitia ler partes da memória do servidor. A correção entrou no Squid 7.6, em junho de 2026, e a mitigação indicada é desativar o suporte a FTP quando a atualização imediata não for possível.
O Squid Proxy funciona como intermediário de acesso à internet em redes corporativas, escolas e pontos de Wi-Fi público. Segundo o material disponível, pesquisadores da Calif.io encontraram uma falha no código do Squid Proxy que estava ali desde 1997. A vulnerabilidade ganhou o nome de Squidbleed e o registro CVE-2026-47729.
O risco central era a exposição de informações sensíveis que passavam pelo mesmo proxy. Em um ataque bem-sucedido, alguém conseguiria ler partes da memória do servidor e recuperar dados de outros usuários, como senhas, tokens de sessão e chaves de API.
O problema morava no módulo do Squid Proxy responsável por interpretar listagens de diretórios FTP. Em termos simples, essa parte do programa lia respostas de servidores FTP e tratava os dados de um jeito que podia revelar pedaços da memória do servidor proxy.
A origem do erro envolvia um comportamento pouco óbvio da linguagem C. Isso ajuda a entender por que a falha resistiu quase três décadas sem ser notada, mesmo em um software tão usado. O mais curioso é que a correção exigia apenas duas linhas de código, mas achar o ponto exato do problema era a verdadeira dificuldade.
Os pesquisadores recorreram ao Claude Mythos Preview para analisar os trechos afetados. De acordo com o texto disponível, o modelo de IA apontou o comportamento problemático quase de imediato.
A atenção precisa ser maior em organizações que usam Squid Proxy como ponto de saída para a internet e ainda mantêm o suporte a FTP habilitado. O impacto cresce quando vários usuários compartilham o mesmo proxy, já que os dados de uma pessoa poderiam surgir em partes da memória acessadas por outra requisição maliciosa.
Vale investigar internamente alguns sinais práticos:
A medida mais importante é atualizar o Squid Proxy para a versão 7.6, que recebeu a correção em junho de 2026. Para quem não consegue atualizar de imediato, a mitigação indicada é desativar o suporte a FTP, já que a falha estava ligada ao tratamento dessas listagens.
Também vale revisar se dados sensíveis passaram pelo proxy afetado. Diante de qualquer suspeita de exposição, troque senhas, invalide tokens de sessão e substitua chaves de API que possam ter transitado pelo ambiente.
Sim. A correção entrou no Squid 7.6, em junho de 2026, conforme o texto disponível.
Segundo as informações disponíveis, desativar o suporte a FTP é uma mitigação válida, porque a falha estava no módulo que interpretava listagens de diretórios FTP.
Se você acessa uma rede corporativa, escolar ou pública, a correção depende do administrador do proxy. As empresas devem atualizar o Squid Proxy e revisar credenciais sensíveis que possam ter passado pelo servidor.
A LC SEC ajuda sua organização a identificar versões vulneráveis, priorizar correções e validar se controles como proxy, MFA e gestão de credenciais estão reduzindo riscos reais.
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Fontes:
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