As APIs estão no centro das aplicações modernas, mas também são um dos principais alvos em testes de segurança. Entender as vulnerabilidades mais comuns é essencial para evitar riscos reais ao negócio.
O OWASP API Top 10 reúne as falhas mais críticas encontradas em APIs, muitas delas recorrentes em pentests corporativos. Problemas como falhas de autenticação, exposição excessiva de dados e ausência de controle de requisições continuam sendo comuns e perigosos. Essas vulnerabilidades podem levar a vazamento de informações, fraudes e comprometimento de sistemas. A boa notícia é que, com boas práticas e governança, esses riscos podem ser significativamente reduzidos.
OWASP API Top 10 é uma das principais referências quando falamos em falhas de segurança em APIs e não por acaso.
Em praticamente todo pentest realizado em empresas que dependem de integrações entre sistemas, aplicações mobile e plataformas web, os mesmos padrões de vulnerabilidade voltam a aparecer.
APIs se tornaram o coração dos negócios digitais, pois elas conectam aplicativos, parceiros, gateways de pagamento, ERPs e plataformas em nuvem.
Porém, quando estão mal configuradas ou mal desenvolvidas, expõem dados sensíveis, permitem acessos indevidos e podem comprometer toda a operação.
O problema é que muitas organizações ainda tratam API como um detalhe técnico, quando na verdade ela é uma porta de entrada crítica.
E é justamente nesse ponto que o pentest costuma revelar fragilidades que poderiam ter sido evitadas com governança e boas práticas.
OWASP API Top 10 mostra que autenticação e autorização mal implementadas continuam sendo campeãs nos relatórios de pentest.
É muito comum encontrar APIs que validam se o usuário está logado, mas não verificam corretamente se ele pode acessar determinado recurso.
Isso abre espaço para o chamado Broken Object Level Authorization (BOLA), uma das vulnerabilidades mais exploradas atualmente. Na prática, o que vemos nos testes é:
Essas falhas não exigem técnicas sofisticadas. Muitas vezes, bastam pequenas manipulações na requisição HTTP para acessar dados que deveriam estar protegidos.
Porém, o impacto pode ser enorme: vazamento de informações pessoais, dados financeiros e até manipulação de operações críticas.
Outra vulnerabilidade muito presente nos relatórios de pentest é a exposição excessiva de dados. A API até exige autenticação, mas responde com mais informações do que o necessário.
Desse modo, em vez de retornar apenas os campos solicitados, o backend envia objetos completos, contendo dados sensíveis que o front-end simplesmente ignora. Porém, para um atacante, essas informações ficam visíveis na resposta da requisição.
Entre os problemas mais comuns estão, por exemplo:
Esse tipo de falha é perigoso porque passa despercebido em testes funcionais. A aplicação “funciona”, mas está vazando informações nos bastidores.
Em ambientes regulados, isso pode gerar incidentes sérios e questionamentos legais, especialmente quando envolve dados pessoais protegidos por legislações como a LGPD.
OWASP API Top 10 também destaca a ausência de controles de limitação de requisições como um risco relevante e nos pentests isso aparece com frequência.
Então, sem rate limiting adequado, uma API pode ser explorada para:
Durante um pentest, é comum verificar se a API bloqueia múltiplas tentativas de autenticação ou se limita a quantidade de requisições por IP ou token.
Quando não há esse controle, o ambiente fica vulnerável não apenas a ataques direcionados, mas também a abusos automatizados.
Porém, muitas empresas só percebem o problema quando enfrentam instabilidade ou picos inesperados de consumo.
Portanto, rate limiting não é apenas questão de performance, é um mecanismo essencial de defesa.
Configuração insegura é outro ponto recorrente. APIs expostas em ambientes de homologação, documentação pública com exemplos reais de requisições e endpoints antigos que continuam ativos são achados clássicos.
Nos testes, frequentemente encontramos:
Esses detalhes parecem pequenos, mas oferecem pistas valiosas para um atacante mapear o ambiente.
Além disso, APIs evoluem rapidamente. Versões antigas ficam esquecidas e continuam acessíveis, mesmo após a publicação de novas versões. Porém, esse “legado exposto” é uma superfície de ataque silenciosa.
Por isso, uma gestão eficiente de inventário de APIs é fundamental para evitar que endpoints abandonados se tornem portas abertas.
OWASP API Top 10 reforça que a validação inadequada de entrada ainda é uma das bases de diversas explorações.
Mesmo com frameworks modernos, muitos desenvolvedores confiam excessivamente no front-end para validar dados. No entanto, qualquer requisição pode ser manipulada manualmente por ferramentas simples.
Em pentests, é comum testar:
Quando a API não valida corretamente o que recebe, pode abrir espaço para injeções, corrupção de dados ou execução de comandos inesperados.
Por isso, a validação deve acontecer no servidor, independentemente das verificações feitas na interface do usuário.
Corrigir vulnerabilidades não começa no pentest, mas no desenvolvimento. O teste é uma fotografia do momento, mas a segurança precisa estar no processo.
Algumas práticas que realmente fazem diferença incluem:
Também é essencial integrar segurança ao ciclo de desenvolvimento, adotando revisões de código e testes automatizados focados em APIs.
Quando a segurança entra apenas no final do projeto, os custos de correção são maiores e o risco já pode ter se materializado.
OWASP API Top 10 não é apenas uma lista técnica, é um alerta claro sobre onde as empresas falham quando o assunto é APIs.
Os achados de pentest mostram que os mesmos erros continuam se repetindo, muitas vezes por falta de visibilidade e governança.
Portanto, mais do que proteger aplicações, é sobre manter a credibilidade do negócio, sustentar a confiança de clientes e parceiros e operar em conformidade com exigências regulatórias.
Na LC Sec, acumulamos mais de 10 anos atuando em ambientes críticos, ajudando empresas a identificar vulnerabilidades reais e transformar segurança em prática diária.
Trabalhamos para simplificar a cibersegurança e proteger aquilo que sustenta qualquer organização moderna: suas informações.
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