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Mapeamento de dados LGPD na prática: o que as empresas ainda ignoram”

Escrito por Luiz Claudio | 12/01/2026 18:20:38

Muitas empresas ainda tratam o mapeamento de dados LGPD na prática como um item burocrático. Mas, na realidade, deveria ser visto como um instrumento estratégico. 

Sem saber exatamente quais dados pessoais são coletados, onde estão armazenados, quem acessa e por quanto tempo são mantidos, qualquer iniciativa de conformidade se torna frágil. 

O problema é que, na pressa de “cumprir a lei”, muitas organizações fazem levantamentos superficiais, desatualizados ou desconectados da operação real. 

O resultado é uma falsa sensação de segurança que não se sustenta diante de auditorias, incidentes ou questionamentos de titulares.

Enfim, vamos explorar a seguir o que muitos ainda ignoram no mapeamento de dados, os erros mais comuns e como tornar esse processo mais útil, prático e alinhado à LGPD.

Mapeamento de dados LGPD na prática começa entendendo o fluxo real de informações

O mapeamento de dados LGPD na prática não começa em planilhas genéricas, mas na compreensão honesta de como os dados circulam no dia a dia da empresa. 

Muitas organizações descrevem processos “ideais”, mas que não refletem a rotina real das áreas. 

Dados pessoais entram por múltiplos canais: formulários, contratos, e-mails, sistemas legados, aplicativos de terceiros e até planilhas criadas por colaboradores.

Ignorar esses fluxos informais é um erro comum, pois é justamente neles que surgem os maiores riscos, como acessos indevidos, cópias não controladas e armazenamento sem critério de segurança ou prazo de retenção. 

Afinal, um bom mapeamento precisa considerar:

  • Onde o dado nasce (origem da coleta);
  • Por quais áreas e sistemas ele transita;
  • Quem tem acesso efetivo;
  • Se há compartilhamento com terceiros,
  • Onde e por quanto tempo o dado fica armazenado.

Quando esse olhar prático não existe, o mapeamento vira apenas um documento para “inglês ver”. 

Na prática, ele deve servir como base para decisões de segurança, ajustes de processos e definição de responsabilidades internas. Sem isso, a empresa continua vulnerável, mesmo acreditando estar em conformidade.

A falta de clareza sobre dados sensíveis e dados desnecessários

Um ponto frequentemente ignorado no mapeamento de dados LGPD na prática é a diferenciação entre dados comuns, dados sensíveis e dados que simplesmente não deveriam mais existir. 

Muitas empresas acumulam informações por hábito, não por necessidade. Assim, dados antigos de clientes, currículos fora de prazo ou informações duplicadas permanecem armazenados sem qualquer justificativa legal.

Contudo, essa falta de critério aumenta o risco jurídico e operacional. Quanto mais dados a empresa guarda, maior é sua responsabilidade. 

Além disso, dados sensíveis exigem cuidados específicos, tanto do ponto de vista legal quanto de segurança da informação. Alguns sinais de alerta comuns incluem, por exemplo:

  • Coleta de dados além do necessário para a finalidade;
  • Ausência de prazos claros de retenção;
  • Falta de classificação dos dados armazenados,
  • Desconhecimento sobre quais dados são sensíveis.

Mapear dados não é apenas listar informações, mas questionar sua real necessidade. A LGPD é clara ao exigir minimização e finalidade.

Empresas que ignoram isso acabam expostas a sanções e a incidentes que poderiam ser evitados com uma gestão mais consciente dos dados.

O mapeamento desconectado da segurança da informação

Outro erro recorrente é tratar o mapeamento de dados como algo isolado da segurança da informação. 

Muitas vezes, ele fica restrito ao jurídico ou à área de compliance, sem diálogo com TI, segurança ou áreas de negócio. O resultado é um retrato incompleto e pouco acionável.

Quando o mapeamento de dados LGPD na prática é bem feito, ele se torna um guia para priorização de controles de segurança. 

Afinal, não faz sentido proteger tudo da mesma forma. É preciso saber onde estão os dados mais críticos e quais processos oferecem maior risco. Um mapeamento bem integrado permite, por exemplo:

  • Identificar pontos frágeis de acesso;
  • Definir controles proporcionais ao risco;
  • Priorizar investimentos em segurança,
  • Responder com mais agilidade a incidentes.

Sem essa integração, a empresa até pode dizer que conhece seus dados, mas não consegue protegê-los de forma eficiente. LGPD e segurança da informação caminham juntas e separá-las enfraquece ambas.

Atualização contínua: o ponto mais negligenciado pelas empresas

Talvez o aspecto mais ignorado no mapeamento de dados LGPD na prática seja a necessidade de atualização constante. 

Empresas mudam o tempo todo: novos sistemas, novos fornecedores, novos processos, novas formas de coleta. Ainda assim, muitos mapeamentos são feitos uma única vez e nunca mais revisados.

Isso cria um descompasso perigoso entre o documento e a realidade. Um mapeamento desatualizado não protege a empresa, não orienta decisões e não serve como evidência sólida em caso de fiscalização.

Boas práticas incluem, por exemplo:

  • Revisões periódicas do mapeamento;
  • Atualização sempre que houver mudanças relevantes;
  • Envolvimento das áreas de negócio,
  • Documentação simples e acessível.

É importante enxergar o mapeamento como um processo vivo, não como um projeto com começo, meio e fim. Empresas que entendem isso conseguem transformar a LGPD em um diferencial de governança e não apenas em uma obrigação legal.

Mapeamento de dados na prática: da conformidade à confiança digital

Quando falamos de mapeamento de dados LGPD na prática, falamos de enxergar os dados como um ativo estratégico e sensível, que exige cuidado contínuo. 

Afinal, mais do que evitar penalidades, esse processo fortalece a confiança do mercado e traz mais clareza para a gestão do negócio. 

Na LC Sec, ajudamos empresas a sair do discurso e colocar a proteção de dados em funcionamento real, com soluções aplicáveis à rotina e ao porte de cada organização. 

Atuamos há mais de uma década em ambientes críticos, sempre com o compromisso de simplificar a segurança da informação e torná-la realmente eficaz. 

Portanto, se a sua empresa quer amadurecer a forma como lida com dados e segurança digital, estamos prontos para apoiar essa evolução! Clique aqui para entrar em contato com a nossa equipe!