Plataforma vincula o material a um incidente interno de dezembro de 2025; extensão real do caso ainda é incerta.
O iFood confirmou ao TecMundo um vazamento de dados de pelo menos 1,2 milhão de usuários, vinculado a um incidente interno de dezembro de 2025. Criminosos chegaram a anunciar um volume de 43,8 milhões de clientes, mas essa dimensão não foi confirmada pela apuração. Dados financeiros de clientes e funcionários não foram expostos, segundo a empresa.
O iFood confirmou ao TecMundo a exposição de dados de pelo menos 1,2 milhão de usuários, relacionando o material a um incidente interno de dezembro de 2025 que não havia sido divulgado até então. A empresa informou que dados financeiros de clientes e funcionários não foram comprometidos. O caso, no entanto, só ganhou atenção pública após criminosos colocarem o suposto conjunto de dados à venda em fóruns especializados.
Em 28 de maio, um usuário identificado como "bacen" anunciou um lote com dados de 43,8 milhões de clientes do iFood. Naquele momento, as amostras disponíveis — publicadas no Paste.sh — não tinham metadados suficientes para confirmar data, origem ou volume real. A dimensão de 43,8 milhões não foi validada pela apuração descrita.
Inicialmente, o iFood afirmou não ter encontrado indícios de invasão recente. Após a repercussão, um dos responsáveis pela divulgação do material, usando o apelido "Harold Baker", respondeu ao TecMundo e enviou três arquivos adicionais para análise. Esses novos arquivos apresentavam estrutura mais padronizada e apontavam para um incidente de proporção maior do que as primeiras amostras sugeriam.
O material analisado continha e-mails e dados pessoais legítimos. A confirmação oficial citada na reportagem foi de pelo menos 1,2 milhão de usuários afetados, mas o texto deixa aberta a possibilidade de que o escopo real seja maior.
Mesmo sem exposição de dados financeiros, e-mails e informações pessoais são matéria-prima para golpes de engenharia social. Fique atento a situações como:
Clientes do iFood devem agir de forma preventiva. Troque a senha agora se ela for antiga ou reutilizada em outros serviços. Use uma senha única para cada plataforma e ative todos os recursos de proteção disponíveis na conta e no e-mail associado.
Para empresas, o caso serve de alerta de governança: incidentes internos exigem investigação estruturada, comunicação adequada aos reguladores e titulares, controle rigoroso de acessos e preservação de evidências. Vazamentos desse tipo geram risco reputacional real e podem abrir questionamentos sérios no contexto da LGPD.
O número confirmado é de pelo menos 1,2 milhão de usuários. Criminosos anunciaram 43,8 milhões, mas essa extensão não foi confirmada pela apuração do TecMundo.
Segundo o posicionamento citado na reportagem, dados financeiros de clientes e funcionários não foram expostos.
O primeiro passo é revisar a senha do iFood, evitar reutilizá-la em outros serviços e desconfiar de qualquer contato que peça códigos, dados pessoais ou acesso por link externo.
Casos como o do iFood mostram o custo de detectar tarde. A LC SEC apoia organizações com inteligência de ameaças, resposta a incidentes, governança e conscientização — para que vazamentos sejam identificados e contidos antes de chegarem a fóruns criminosos.
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