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Google Chrome corrige 41 falhas, 6 criticas em Windows Mac e Linux

Escrito por Luiz Claudio | 7 de ago. de 2026 07:49:08
Vulnerabilidade

Google Chrome corrige 41 falhas no desktop

Versão 151 fecha brechas críticas em Windows, Mac e Linux nos próximos dias.

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O que aconteceu Onde estão as falhas Sinais de alerta O que fazer agora Checklist prático

Resumo rapido

O Google Chrome recebeu uma atualização do canal estável para desktop em 6 de agosto de 2026. A versão 151.0.7922.108/.109 saiu para Microsoft Windows e macOS, e a 151.0.7922.108 para Linux. O pacote fecha 41 falhas de segurança, sendo 6 classificadas como críticas.

Neste artigo voce vai aprender:

  • Quais versões do Google Chrome foram anunciadas para desktop.
  • Quais falhas críticas aparecem no comunicado.
  • Por que erros de memória exigem atualização rápida.
  • Como identificar se sua empresa ainda está exposta.
  • Quais ações práticas tomar em Windows, Mac e Linux.

Versão 151.0.7922.108 chega com 41 correções

O Google atualizou o canal estável do Google Chrome para desktop em 6 de agosto de 2026. A numeração passou para 151.0.7922.108/.109 no Microsoft Windows e no macOS, e para 151.0.7922.108 no Linux. A entrega não é simultânea: o próprio comunicado avisa que a distribuição acontece de forma gradual ao longo dos próximos dias ou semanas.

O que chama atenção é o volume somado à gravidade. São 41 correções de segurança em um único pacote, com 6 vulnerabilidades críticas e várias de severidade alta. Enquanto a atualização não é aplicada, o computador continua rodando um código que o fabricante já reconheceu como vulnerável.

WebGL, Skia, ANGLE e Views entre as falhas críticas

As 6 falhas críticas citadas pelo Google atingem componentes diferentes do Google Chrome. Em linguagem direta, são erros que permitem ao programa acessar memória já liberada ou gravar dados fora da área reservada. Esse tipo de bug costuma abrir caminho para execução de código a partir de uma página maliciosa.

  • CVE-2026-19137: uso de memória após liberação em WebGL.
  • CVE-2026-19149: uso de memória após liberação em Aura.
  • CVE-2026-19154: uso de memória após liberação em Skia.
  • CVE-2026-19157: gravação fora dos limites em ANGLE.
  • CVE-2026-19170: uso de memória após liberação em WebGL.
  • CVE-2026-19172: uso de memória após liberação em Views.

A lista de severidade alta é ainda mais extensa e passa por V8, GPU, Media, Payments, Extensions, Web Authentication, Workers, Codecs, HTML e Navigation. O alcance mostra que a correção não se limita a uma função isolada, e sim a boa parte do motor do navegador.

Como saber se sua máquina ainda está exposta

O comunicado não menciona exploração ativa nem sintomas visíveis para o usuário final. O indicador confiável, portanto, é administrativo: comparar a versão instalada do Google Chrome com as versões corrigidas. Vale checar item por item na lista abaixo.

  • Estações com Microsoft Windows e macOS abaixo de 151.0.7922.108/.109 precisam de atenção imediata.
  • Máquinas Linux abaixo de 151.0.7922.108 devem entrar na fila de atualização.
  • Ambientes com atualização manual, congelada ou adiada por política interna são prioridade.
  • Quem mantém dezenas de abas e extensões abertas raramente reinicia o Google Chrome, e sem reiniciar a correção não entra em vigor.

Atualizar e reiniciar: por que não dá para esperar

A ação principal é direta: atualizar o Google Chrome pelo menu Ajuda e Sobre o Google Chrome e reiniciar o navegador. Em empresas, o trabalho vai além do usuário individual. As equipes de TI precisam confirmar a versão em todo o parque, com foco em notebooks fora da rede corporativa, equipamentos de terceiros e estações usadas por áreas críticas como financeiro e infraestrutura.

O Google informa que os detalhes de alguns bugs seguem restritos até que a maioria dos usuários receba a correção. Esse intervalo é justamente o período em que pesquisadores e atacantes analisam o código corrigido para reconstruir a falha. Aplicar o patch antes que as informações se tornem públicas é o que reduz a janela de exposição.

Checklist prático

  1. Verifique a versão do Google Chrome em Microsoft Windows, macOS e Linux e compare com as versões corrigidas.
  2. Force a atualização, via política de grupo ou MDM, nos equipamentos que não receberam o pacote automaticamente.
  3. Reinicie o Google Chrome após a atualização para garantir que a nova versão esteja em execução.
  4. Mapeie máquinas fora do escritório, notebooks de executivos e dispositivos compartilhados.
  5. Registre a correção aplicada como evidência para auditoria interna e acompanhamento de risco.

Perguntas frequentes

Quem foi afetado por esta atualização do Google Chrome?

O comunicado trata do Google Chrome para desktop em Microsoft Windows, macOS e Linux. A correção chega de forma gradual a esses sistemas.

Todas as 41 falhas são críticas?

Não. São 41 correções de segurança no total. Entre as vulnerabilidades listadas, 6 aparecem como críticas e várias outras como altas.

Posso esperar a atualização automática?

Usuários domésticos costumam receber o pacote sozinhos, mas empresas não devem depender apenas disso. O caminho seguro é confirmar a versão instalada e reiniciar o navegador depois de atualizar.

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Fontes:
Stable Channel Update for Desktop, Google Chrome Releases