Atualização Stable chega a Windows, Mac e Linux com correções importantes de segurança.
O Google Chrome Stable foi atualizado para a versão 151.0.7922.173/.174 no Microsoft Windows e no Mac, e 151.0.7922.173 no Linux. O pacote traz 7 correções de segurança. A mais grave é a CVE-2026-76017, classificada como crítica, no componente Chromoting.
O Google publicou em 20 de agosto de 2026 uma nova atualização do canal Stable do Google Chrome para desktop. As versões passam a ser 151.0.7922.173/.174 no Microsoft Windows e no Mac, e 151.0.7922.173 no Linux. A liberação é escalonada: o próprio comunicado informa que a distribuição acontece ao longo dos próximos dias e semanas.
O que muda o peso desse anúncio são as 7 correções de segurança incluídas no pacote. Uma recebeu classificação crítica e as outras seis foram marcadas como alta severidade. Em empresas onde o Google Chrome é a principal ferramenta de trabalho, a atualização entra na fila de prioridade, não na lista de tarefas do mês que vem.
A mais severa é a CVE-2026-76017, uma falha de use after free no Chromoting, componente ligado aos recursos de acesso remoto do Google Chrome. Esse tipo de problema ocorre quando o programa continua usando uma área de memória já liberada, o que abre espaço para comportamento imprevisível e, em cenários exploráveis, execução de código.
As demais correções cobrem: CVE-2026-76018, elevação de privilégio no Import; CVE-2026-76019, autorização incorreta em Workers; CVE-2026-76020, condição de corrida no V8; CVE-2026-76021, uso de memória após liberação no DOM; CVE-2026-76022, estouro de buffer em Network; e CVE-2026-76023, controle inadequado de recursos no Linux Toolkit Theming. A lista mistura motor JavaScript, camada de rede e interface, o que mostra a amplitude da revisão.
O Google avisa que informações sobre os bugs e os links correspondentes podem permanecer bloqueados até que a maioria dos usuários já esteja com a correção instalada. A restrição também vale quando a falha vive em biblioteca de terceiros ainda não corrigida por outros projetos. É uma prática padrão: publicar detalhes cedo demais entrega vantagem a quem quer explorar máquinas desatualizadas.
Na prática, três situações merecem atenção imediata dentro da empresa:
Comece confirmando qual versão do Google Chrome está rodando nos computadores da operação. Como a liberação é gradual, parte do parque atualiza antes e parte fica para trás sem que ninguém perceba. Reiniciar o navegador costuma bastar quando o pacote já foi baixado em segundo plano.
Em seguida, registre os dispositivos pendentes, priorize os equipamentos envolvidos em rotinas críticas ou acesso remoto e acompanhe o canal oficial do Google Chrome. Detalhes adicionais tendem a ser liberados depois que a maior parte da base já estiver protegida, e essa informação ajuda a fechar o registro interno de cada CVE.
A CVE-2026-76017, classificada como crítica, relacionada ao componente Chromoting.
Não. O comunicado informa que a versão será distribuída ao longo dos próximos dias e semanas.
Microsoft Windows, Mac e Linux, cada um com versões específicas indicadas pelo Google.
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