Atualização chega a Windows, Mac e Linux com correções críticas de segurança.
O canal estável do Google Chrome para desktop foi atualizado em 29 de julho de 2026. As versões 151.0.7922.71 e 151.0.7922.72 chegam para Windows e Mac, enquanto Linux recebe a 151.0.7922.71. O pacote reúne 370 correções de segurança, com falhas críticas em Compositing, Dawn, Views, Skia, Updater, ANGLE e Ozone.
O Google publicou em 29 de julho de 2026 uma nova atualização do canal estável do Google Chrome para desktop. Windows e Mac passam para as versões 151.0.7922.71 ou 151.0.7922.72, e Linux para a 151.0.7922.71. A distribuição é gradual e deve levar dias ou semanas até alcançar toda a base.
O que chama atenção nesta rodada é o volume: são 370 correções de segurança em um único pacote. Nem toda falha corrigida é fácil de explorar, mas o recado é direto: cada dia com o Google Chrome desatualizado mantém aberta uma lista de problemas que já têm solução pronta e pública.
O comunicado destaca sete vulnerabilidades críticas: CVE-2026-17650 em Compositing, CVE-2026-17651 em Dawn, CVE-2026-17652 em Views, CVE-2026-17653 em Skia, CVE-2026-17654 em Updater, CVE-2026-17655 em ANGLE e CVE-2026-17656 em Ozone. São componentes ligados a renderização, gráficos e ao próprio mecanismo de atualização do navegador.
Boa parte delas são erros de memória do tipo use after free, quando o programa tenta acessar uma área que já deveria ter sido descartada. Outras envolvem validação insuficiente de dados recebidos de fontes não confiáveis. Dependendo de como são exploradas, essas falhas vão de travamentos e comportamento inesperado até a execução de código a partir de uma página maliciosa.
A lista de severidade alta é ainda mais extensa e passa por Navigation, V8, SiteIsolation, Network, Loader, Prefetch, GPU, Enterprise, QUIC, HTML, Print Preview, Web Authentication, Passwords e Autofill. Duas dessas correções renderam recompensas de US$ 36.000 e US$ 1.000 aos pesquisadores que as reportaram.
O Google avisa que detalhes técnicos e links de vários bugs continuam restritos até que a maioria dos usuários já tenha recebido a correção. A restrição também vale quando a falha está em biblioteca de terceiros ainda não corrigida por outros projetos. Ou seja: quem espera um aviso chamativo para agir vai agir tarde.
Comece confirmando a versão instalada do Google Chrome nos dispositivos e acompanhe a chegada do pacote. Como o lançamento sai em ondas, nem todas as máquinas recebem no mesmo dia. Em ambiente corporativo, registre o que já atualizou e o que ainda depende de liberação, com prazo definido para cada exceção.
Trate o navegador como ativo crítico, e não como aplicativo comum. É pelo Google Chrome que passam e-mails, sistemas financeiros, painéis internos, ambientes em nuvem e dados pessoais protegidos pela LGPD. Uma falha explorada ali não fica contida no navegador: ela chega direto na operação.
Usuários do Google Chrome para desktop em Windows, Mac e Linux. O comunicado trata das versões de desktop e cita ainda correções relacionadas ao Chrome para iOS.
O pacote inclui 370 correções de segurança. O comunicado destaca sete falhas críticas e uma longa lista de severidade alta.
O Google mantém o acesso restrito até que a maioria dos usuários esteja protegida, especialmente quando a falha está em bibliotecas de terceiros usadas por outros projetos.
A LC SEC ajuda sua empresa a criar rotinas de atualização, priorizar vulnerabilidades críticas e reduzir exposição em estações, servidores e ambientes corporativos.
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