Credenciais em texto simples colocam empresas, governos e hospitais em alerta.
Uma base aberta deixou à mostra logins e senhas em texto simples de 73.932 firewalls FortiGate em 194 países. O material recebeu o nome de FortiBleed e inclui credenciais ligadas a mais de 21 mil domínios. O Brasil está entre os países mais afetados, e a resposta começa pela troca de senhas, ativação de MFA e revisão de logs.
Pesquisadores localizaram uma base de dados exposta com credenciais de 73.932 firewalls FortiGate. Segundo o relato, os equipamentos estavam espalhados por 194 países e ligados a mais de 21 mil domínios.
O vazamento, apelidado de FortiBleed, vai além de uma lista de nomes de usuário. O ponto crítico é que os logins e senhas estavam em texto simples, em formato direto de leitura. Isso encurta drasticamente o trabalho de quem tenta usar essas credenciais para entrar em ambientes corporativos.
A publicação informa que um grupo de língua russa disparou bilhões de tentativas de autenticação para capturar hashes de VPN. Hashes, em termos simples, são versões embaralhadas das senhas. Em seguida, o grupo teria usado um conjunto de 45 placas gráficas para quebrar essas proteções e recuperar credenciais utilizáveis.
O risco prático é objetivo: o firewall FortiGate costuma guardar a entrada da rede. Com uma senha válida em mãos, um invasor pode entrar pela VPN, mapear sistemas internos e avançar para as próximas etapas do ataque.
Empresas que usam FortiGate devem encarar o caso como incidente potencial e procurar indícios de acesso indevido.
A primeira medida é trocar de imediato as senhas das contas usadas no FortiGate e na VPN. Não reaproveite senhas antigas nem variações fáceis de adivinhar. Na sequência, ative a autenticação multifator, o MFA, para exigir uma segunda confirmação além da senha.
Revise também os logs do equipamento, valide as contas ativas, remova usuários desnecessários e confira se houve mudanças sem autorização. Diante de qualquer sinal suspeito, preserve os registros e conduza a investigação antes de apagar evidências.
Sim. Como a base exposta inclui milhares de equipamentos e o Brasil está entre os países mais afetados, a troca preventiva é uma medida simples e urgente.
Ajuda bastante, mas não substitui a revisão. O MFA dificulta o uso de uma senha vazada, porém ainda é preciso checar logs e possíveis acessos anteriores.
Não. O material citado envolve empresas, governos, universidades, hospitais e provedores de telecomunicações. Qualquer organização que use FortiGate precisa avaliar sua exposição.
A LC SEC apoia empresas na identificação de acessos indevidos, revisão de configurações críticas, implantação de MFA e investigação de vazamentos envolvendo credenciais.
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Fontes:
Tecmundo