Operação internacional removeu servidores usados para esconder ataques e roubo de dados.
Autoridades da Europa e da América do Norte derrubaram o First VPN Service, apontado como uma VPN voltada a atividades criminosas. A estrutura era usada para ocultar a origem de ransomware, roubo de dados, varreduras e ataques de negação de serviço. A ação removeu 33 servidores e mirou um serviço associado ao uso por 25 grupos de ransomware.
O First VPN Service foi desmantelado em uma ação coordenada por autoridades da França e da Holanda, com apoio de vários países da Europa e da América do Norte. A investigação vinha desde dezembro de 2021 e a operação principal ocorreu entre 19 e 20 de maio.
Segundo as informações divulgadas, o serviço era anunciado em fóruns russos de cibercrime, como Exploit[.]in e XSS[.]is, como uma forma de dificultar a identificação de criminosos. A operação incluiu entrevista com o administrador do serviço, busca em uma residência na Ucrânia, derrubada de 33 servidores e apreensão de infraestrutura usada em atividades criminosas.
Uma VPN comum pode ser usada de forma legítima para privacidade e acesso remoto. O ponto central deste caso é que o First VPN teria sido estruturado e vendido para criminosos. Ele aceitava pagamentos anônimos, prometia não guardar dados e afirmava não cooperar com autoridades judiciais.
Na prática, o serviço funcionava como uma camada para esconder a origem de ações maliciosas. Atacantes podiam direcionar tráfego por servidores intermediários, dificultando a identificação do local real de onde partiam ataques de ransomware, roubo de dados, varreduras de alvos e ataques de negação de serviço.
O FBI informou que o serviço estava ativo desde cerca de 2014 e tinha 32 pontos de saída em 27 países. Três desses pontos ficavam nos Estados Unidos: 2.223.66[.]103, 5.181.234[.]59 e 92.38.148[.]58.
Empresas devem observar qualquer tráfego que envolva serviços de anonimização não aprovados. No caso divulgado, os domínios confiscados foram:
Também merecem atenção conexões repetidas para endereços de VPN desconhecidos, uso de ferramentas não autorizadas para acesso remoto e tentativas de varredura vindas de servidores externos. Esses sinais não provam, isoladamente, um ataque, mas indicam que a equipe de segurança deve investigar.
A queda do First VPN reduz uma infraestrutura usada por criminosos, mas não elimina o risco. Outros serviços podem ocupar o mesmo papel. Por isso, a recomendação é tratar o caso como um lembrete para revisar controles de acesso, monitoramento e resposta a incidentes.
Não conforme a descrição das autoridades. O serviço teria sido promovido para uso criminoso, com promessa de anonimato, pagamentos anônimos e resistência a pedidos judiciais.
Não. Ela remove uma infraestrutura específica usada por criminosos, mas grupos de ransomware podem tentar usar outros serviços para esconder seus rastros.
Não necessariamente. O ideal é permitir apenas VPNs aprovadas e necessárias ao negócio, bloquear serviços desconhecidos e monitorar conexões suspeitas.
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Fontes:
https://thehackernews.com/2026/05/first-vpn-dismantled-in-global-takedown.html