Falha sem autenticação permite alterar políticas e entregar malware a endpoints gerenciados.
Hackers estão explorando a falha CVE-2026-35616 no FortiClient Enterprise Management Server, também chamado de FortiClient EMS. O ataque dispensa login, altera configurações administrativas e usa fluxos de VPN para executar scripts maliciosos. O objetivo observado foi entregar o infostealer EKZ, um malware voltado ao roubo de credenciais.
O FortiClient EMS é usado por empresas para gerenciar endpoints Fortinet de forma centralizada. Segundo o relato analisado, atacantes estão explorando uma falha crítica de controle de acesso, registrada como CVE-2026-35616, para agir sem autenticação.
A Fortinet confirmou no início de abril que a vulnerabilidade estava sendo explorada e liberou hotfixes emergenciais para as versões 7.4.5 e 7.4.6. A CISA também reagiu rapidamente e determinou que agências federais corrigissem suas instâncias até o fim daquela semana. Na época, a Shadowserver Foundation relatou cerca de 2.000 instâncias de EMS expostas na internet.
O ponto central do ataque é simples de entender: o invasor consegue acessar funções administrativas do FortiClient EMS sem passar pelo processo normal de login. A partir disso, ele abusa de APIs de endpoint, modifica a configuração do EMS e altera políticas de VPN.
Em seguida, o atacante introduz scripts maliciosos nos fluxos de VPN gerenciados pelo FortiClient. O malware EKZ é disfarçado como se fosse uma atualização para endpoints Fortinet. Assim, quando os endpoints recebem a política ou o script, o código malicioso pode ser executado como parte de um processo aparentemente legítimo.
Empresas que usam FortiClient EMS devem procurar mudanças inesperadas no ambiente. Os sinais mais importantes são:
O alerta é especialmente relevante para instâncias expostas na internet, já que o ataque descrito pode ser iniciado remotamente por solicitações criadas para explorar a falha.
A prioridade é reduzir a janela de exploração. Se sua empresa usa FortiClient EMS, confirme imediatamente a versão instalada e aplique os hotfixes emergenciais disponibilizados pela Fortinet para as versões afetadas mencionadas no alerta.
Também é importante revisar políticas de VPN, scripts associados e alterações administrativas recentes. Caso haja suspeita de execução do EKZ, trate o incidente como possível roubo de credenciais: isole endpoints impactados, revise acessos, force troca de senhas quando necessário e investigue contas usadas em serviços críticos.
É uma falha de controle de acesso no FortiClient EMS que permite a um atacante remoto executar comandos ou código sem autenticação, por meio de solicitações especialmente criadas.
EKZ é um infostealer observado nessa campanha. Esse tipo de malware busca roubar credenciais e outras informações sensíveis de sistemas comprometidos.
Empresas que usam FortiClient EMS, principalmente com instâncias acessíveis pela internet, devem verificar correções, políticas de VPN e scripts administrativos imediatamente.
A LC SEC ajuda sua empresa a identificar exposição externa, revisar controles de acesso, investigar indícios de comprometimento e fortalecer a gestão de vulnerabilidades antes que uma falha vire incidente.
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