Relatório de pentest é muito mais do que um documento técnico cheio de termos difíceis e capturas de tela.
Logo na primeira leitura, ele deveria ajudar gestores, líderes de TI e segurança a responderem uma pergunta simples: onde estamos realmente vulneráveis e o que precisa ser resolvido agora?
Mas o problema é que muitos relatórios acabam confundindo mais do que ajudando, misturando achados críticos com detalhes irrelevantes.
Neste post, vamos direto ao ponto: o que faz um relatório de pentest ser realmente útil, o que merece atenção imediata e o que pode ser ignorado sem culpa.
Relatório de pentest bom não começa falando de ferramentas, payloads ou comandos usados no teste. Ele começa falando de risco para o negócio. Afinal, antes de qualquer detalhe técnico, o leitor precisa entender:
Quando o relatório deixa claro o risco logo no início, ele facilita decisões rápidas. Diretores e gestores não precisam “traduzir” o problema, pois eles entendem o cenário e sabem porque aquilo importa.
Além disso, o excesso de jargões técnicos logo nas primeiras páginas costuma afastar quem mais precisa tomar decisões. A técnica é importante, mas vem depois. Em primeiro lugar, contexto. Depois, detalhe.
Um dos pontos mais consultados em qualquer relatório de pentest é a classificação de severidade. Crítico, alto, médio, baixo. Parece simples, mas nem sempre reflete a realidade do negócio.
Vale observar se o relatório considera fatores como, por exemplo:
Nem toda vulnerabilidade “alta” merece pânico imediato, assim como algumas classificadas como “médias” podem ser extremamente perigosas dependendo do contexto.
Por isso, um bom relatório explica porque aquele risco recebeu tal classificação e não apenas atribui uma nota automática.
Capturas de tela, logs e exemplos de exploração não estão ali para “encher páginas”. Eles servem para comprovar que a falha existe de verdade.
Portanto, um relatório eficiente apresenta evidências de forma objetiva:
Quando a evidência é clara, não há espaço para dúvida ou discussões desnecessárias. A equipe técnica entende o problema rapidamente e consegue agir com mais agilidade.
Talvez este seja o ponto mais negligenciado em muitos relatórios de pentest. Não basta dizer o que está errado. É essencial explicar como corrigir.
Boas recomendações incluem, por exemplo:
Listas genéricas do tipo “aplique boas práticas de segurança” não ajudam ninguém. O que faz diferença são orientações aplicáveis no dia a dia, alinhadas à realidade da empresa e ao seu nível de maturidade em segurança.
Nem tudo que aparece em um relatório de pentest precisa virar um projeto imediato. Alguns itens podem ser analisados com calma ou até deixados para um segundo momento.
Exemplos comuns:
Saber o que ignorar também é maturidade em segurança, pois o foco deve estar no que reduz risco real e não em tentar “zerar” o relatório apenas por estética.
Empresas mais maduras usam o relatório de pentest como base para decisões estratégicas, não apenas como checklist técnico. Algumas boas práticas incluem, por exemplo:
Enfim, quando bem utilizado, o relatório deixa de ser um documento pontual e passa a ser um guia prático para fortalecer a postura de segurança da empresa.
No fim das contas, um relatório de pentest só cumpre seu papel quando ajuda a empresa a tomar decisões melhores e mais conscientes.
Na LC Sec, acreditamos que segurança não é sobre acumular alertas, mas sobre reduzir riscos reais, proteger dados sensíveis e sustentar a confiança de quem se relaciona com o negócio.
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