Relatório de pentest é muito mais do que um documento técnico cheio de termos difíceis e capturas de tela.
Logo na primeira leitura, ele deveria ajudar gestores, líderes de TI e segurança a responderem uma pergunta simples: onde estamos realmente vulneráveis e o que precisa ser resolvido agora?
Mas o problema é que muitos relatórios acabam confundindo mais do que ajudando, misturando achados críticos com detalhes irrelevantes.
Neste post, vamos direto ao ponto: o que faz um relatório de pentest ser realmente útil, o que merece atenção imediata e o que pode ser ignorado sem culpa.
Relatório de pentest: comece pelo risco, não pela técnica
Relatório de pentest bom não começa falando de ferramentas, payloads ou comandos usados no teste. Ele começa falando de risco para o negócio. Afinal, antes de qualquer detalhe técnico, o leitor precisa entender:
- Quais vulnerabilidades podem gerar impacto real;
- O que pode acontecer se nada for feito,
- Quem seria afetado (clientes, operação, imagem, financeiro).
Quando o relatório deixa claro o risco logo no início, ele facilita decisões rápidas. Diretores e gestores não precisam “traduzir” o problema, pois eles entendem o cenário e sabem porque aquilo importa.
Além disso, o excesso de jargões técnicos logo nas primeiras páginas costuma afastar quem mais precisa tomar decisões. A técnica é importante, mas vem depois. Em primeiro lugar, contexto. Depois, detalhe.
Classificação de severidade: confie, mas questione
Um dos pontos mais consultados em qualquer relatório de pentest é a classificação de severidade. Crítico, alto, médio, baixo. Parece simples, mas nem sempre reflete a realidade do negócio.
Vale observar se o relatório considera fatores como, por exemplo:
- Ambiente exposto ou interno;
- Existência de controles compensatórios;
- Facilidade real de exploração,
- Impacto financeiro ou operacional.
Nem toda vulnerabilidade “alta” merece pânico imediato, assim como algumas classificadas como “médias” podem ser extremamente perigosas dependendo do contexto.
Por isso, um bom relatório explica porque aquele risco recebeu tal classificação e não apenas atribui uma nota automática.
Evidências claras fazem toda a diferença
Capturas de tela, logs e exemplos de exploração não estão ali para “encher páginas”. Eles servem para comprovar que a falha existe de verdade.
Portanto, um relatório eficiente apresenta evidências de forma objetiva:
- Prints que mostram o problema claramente;
- Descrições simples do cenário de ataque,
- Passo a passo resumido da exploração, sem exageros.
Quando a evidência é clara, não há espaço para dúvida ou discussões desnecessárias. A equipe técnica entende o problema rapidamente e consegue agir com mais agilidade.
Recomendações práticas valem mais que teoria
Talvez este seja o ponto mais negligenciado em muitos relatórios de pentest. Não basta dizer o que está errado. É essencial explicar como corrigir.
Boas recomendações incluem, por exemplo:
- Específicas para aquele ambiente;
- Técnicas, mas compreensíveis,
- Priorizadas por impacto e esforço.
Listas genéricas do tipo “aplique boas práticas de segurança” não ajudam ninguém. O que faz diferença são orientações aplicáveis no dia a dia, alinhadas à realidade da empresa e ao seu nível de maturidade em segurança.
O que você pode ignorar sem medo
Nem tudo que aparece em um relatório de pentest precisa virar um projeto imediato. Alguns itens podem ser analisados com calma ou até deixados para um segundo momento.
Exemplos comuns:
- Vulnerabilidades muito teóricas, sem impacto prático;
- Falhas em sistemas que serão descontinuados;
- Achados de baixo risco em ambientes isolados,
- Informações repetidas ou meramente informativas.
Saber o que ignorar também é maturidade em segurança, pois o foco deve estar no que reduz risco real e não em tentar “zerar” o relatório apenas por estética.
Como usar o relatório de pentest como ferramenta estratégica
Empresas mais maduras usam o relatório de pentest como base para decisões estratégicas, não apenas como checklist técnico. Algumas boas práticas incluem, por exemplo:
- Priorizar correções com base em risco e negócio;
- Usar o relatório para justificar investimentos;
- Integrar os achados ao plano de segurança,
- Acompanhar a evolução ao longo do tempo.
Enfim, quando bem utilizado, o relatório deixa de ser um documento pontual e passa a ser um guia prático para fortalecer a postura de segurança da empresa.
Relatório de pentest: segurança que faz sentido para o negócio
No fim das contas, um relatório de pentest só cumpre seu papel quando ajuda a empresa a tomar decisões melhores e mais conscientes.
Na LC Sec, acreditamos que segurança não é sobre acumular alertas, mas sobre reduzir riscos reais, proteger dados sensíveis e sustentar a confiança de quem se relaciona com o negócio.
Atuamos há mais de uma década em ambientes críticos, traduzindo problemas técnicos em ações práticas e viáveis. Afinal, nosso compromisso é tornar a cibersegurança clara, acessível e eficiente.
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