A adoção de inteligência artificial e de serviços em nuvem está acelerando. Junto com ela, cresce um ponto pouco visível para quem não é da área: “identidades” que não são de pessoas, como robôs, integrações, scripts e aplicativos que acessam sistemas automaticamente. Quando essas credenciais ficam expostas, o invasor pode entrar “pela porta da frente”, sem disparar alertas óbvios.
Notícias recentes destacam que muitos líderes de TI estão confiantes de que a governança de IA vai evoluir. Esse otimismo faz sentido, mas depende de um alicerce: controlar quem (e o quê) tem permissão para executar ações e acessar dados. Em ambientes com IA que toma decisões e executa tarefas em tempo real, qualquer acesso indevido pode se transformar rapidamente em impacto operacional, financeiro e reputacional.
Um ponto crítico é o manejo de “segredos” digitais, como chaves de acesso, tokens e senhas usadas por sistemas. A rotação (troca periódica) ajuda, mas não resolve sozinha. Se o segredo estiver mal armazenado, compartilhado em excesso ou com permissões amplas demais, a troca apenas “empurra o problema” para o próximo ciclo. Por isso, ganha força investir em controles de acesso privilegiado: a ideia é limitar o poder dessas contas, registrar usos e exigir etapas extras quando uma ação é sensível.
Na prática, isso passa por três cuidados: mapear onde existem acessos automáticos, reduzir permissões ao mínimo necessário e garantir que cada uso deixe rastros para auditoria. Com isso, fica mais fácil identificar comportamentos anormais e evitar que uma credencial vazada vire um incidente grande.
Dica de prevenção: faça um inventário simples: quais sistemas se conectam entre si e quais chaves/senhas são usadas nessas conexões. Em seguida, revise permissões e defina prazos curtos para troca, sempre guardando esses segredos em local apropriado.
Em resumo, governança de IA não é só política no papel: começa com controle de acessos e proteção de segredos usados por máquinas. Para avaliar seu cenário e priorizar correções, conheça os serviços da LC SEC: Pentest, Threat Intelligence com IA, Auditoria Interna, Conscientização, Plano Diretor de Segurança e SGSI (políticas/processos/procedimentos). lcsec.io
Fontes