Em 30 de junho de 2025, um ataque cibernético sofisticado desviou cerca de R$ 1 bilhão das contas-reserva do Banco Central. Os criminosos usaram credenciais legítimas roubadas para simular transaçõ...
Em 30 de junho de 2025, um ataque cibernético sofisticado desviou cerca de R$ 1 bilhão das contas-reserva do Banco Central. Os criminosos usaram credenciais legítimas roubadas para simular transações, resultando em grandes perdas financeiras. Medidas de contenção foram tomadas, mas a maioria dos valores já havia sido convertida em criptomoedas.
Em 30 de junho de 2025, um ataque cibernético muito sofisticado permitiu que criminosos desviem cerca de R$ 1 bilhão das chamadas contas-reserva do Banco Central, através da empresa C&M Software, intermediária das transações Pix.
A invasão n��o utilizou um bug desconhecido (vulnerabilidade zero-day), mas sim credenciais legítimas roubadas, indicando acesso privilegiado aos sistemas da C&M Software. Os hackers se passaram por uma instituição financeira confiável para simular transações reais, direcionando recursos a contas controladas por eles em diversas instituições financeiras — mais de 40 contas para lavagem via cripto.
A C&M é responsável pela operação de 22 instituições financeiras na comunicação com o Banco Central, principalmente no Pix. Após identificar o ataque, a empresa isolou os sistemas comprometidos, bloqueou canais suspeitos e acionou o Banco Central e as autoridades policiais.
Embora o montante transacionado fosse alto, medidas de contenção permitiram recuperar parte dos recursos bloqueados em algumas instituições, mas grande parte já havia sido convertida em criptomoedas, como USDT e Bitcoin — estratégia típica para dificultar rastreamento.
Especialistas ressaltam que o ataque demonstra falhas nos controles de autenticação e níveis de acesso excessivo, além da ausência de monitoramento em tempo real de transações atípicas. Kleber Carriello, da Netscout, observou que os invasores possuíam profundo conhecimento do sistema do Banco Central e focaram nas contas-reserva, ponto central da liquidez do sistema financeiro.
Dica de prevenção:
O ataque que desviou R$ 1 bilhão expôs fragilidades graves na segurança de sistemas que operam o Pix. A adoção de autenticação forte, governança de acessos e monitoramento constante é essencial para prevenir novos incidentes.
A LC SEC oferece auditoria de segurança, gestão de acesso privilegiado e plano de resposta a incidentes, preparados para proteger operações sensíveis como o Pix.
Os hackers utilizaram credenciais legítimas roubadas e se passaram por uma instituição financeira confiável para simular transações reais.
Implementar autenticação multifator, monitoramento em tempo real e definir políticas de privilégio mínimo são algumas das medidas recomendadas.
Após identificar o ataque, a C&M Software isolou os sistemas comprometidos, bloqueou canais suspeitos e acionou o Banco Central e as autoridades policiais.
A maioria dos valores desviados foi convertida em criptomoedas como USDT e Bitcoin, dificultando o rastreamento.
A auditoria regular ajuda a identificar vulnerabilidades e a garantir que medidas de segurança adequadas estejam em vigor, prevenindo futuros ataques.