A Austrália se tornou o primeiro país a exigir que empresas reportem pagamentos a cibercriminosos em casos de ransomware a partir de 30 de maio de 2025. A nova legislação visa aumentar a transparên...
A Austrália se tornou o primeiro país a exigir que empresas reportem pagamentos a cibercriminosos em casos de ransomware a partir de 30 de maio de 2025. A nova legislação visa aumentar a transparência e fornecer dados às autoridades para combater esses crimes.
A partir de 30 de maio de 2025, a Austrália tornou-se o primeiro país a obrigar empresas a reportarem ao governo quaisquer pagamentos realizados a cibercriminosos em casos de ransomware. A medida visa aumentar a transparência sobre o impacto desses crimes e fornecer às autoridades melhores dados para combater esse tipo de ameaça cibernética.
A nova legislação se aplica a empresas com faturamento anual superior a 3 milhões de dólares australianos (aproximadamente R$ 10 milhões), além de organizações envolvidas em setores críticos de infraestrutura. Estima-se que essa exigência atinja cerca de 6,5% das empresas registradas no país, responsáveis por metade da economia australiana.
Os relatos de pagamento devem ser enviados ao Diretório de Sinais Australiano (ASD) em até 72 horas após a transação, e o não cumprimento da norma pode resultar em multa de até 60 unidades penais civis.
Segundo o governo australiano, a medida busca preencher a lacuna causada pelo baixo índice de notificações voluntárias: apenas uma em cada cinco vítimas de ransomware relatava o incidente às autoridades. O objetivo é melhorar a visibilidade dos impactos sociais e econômicos desse tipo de crime.
A fiscalização se concentrará inicialmente em casos mais graves de descumprimento, com uma abordagem mais rigorosa prevista para o início de 2026.
Essa iniciativa surge após uma série de ataques cibernéticos de grande repercussão no país, como os que afetaram as empresas Optus, Medibank e MediSecure. A proposta inspirou o Reino Unido, que também estuda obrigar a comunicação de pagamentos e até mesmo proibir que órgãos públicos e operadores de infraestrutura crítica realizem esse tipo de transação.
O objetivo é aumentar a transparência sobre os impactos econômicos e sociais dos crimes de ransomware e fornecer dados às autoridades para melhorar a resposta a essas ameaças.
Empresas com faturamento anual superior a 3 milhões de dólares australianos e organizações em setores críticos de infraestrutura devem reportar os pagamentos.
O não cumprimento da norma pode resultar em multas de até 60 unidades penais civis.
A fiscalização se concentrará em casos graves de descumprimento, com penalidades previstas a partir de 2026.
Sim, o Reino Unido está estudando a implementação de medidas semelhantes para obrigar a comunicação de pagamentos e barrar transações com entidades sancionadas.
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