Duas notícias recentes mostram um alerta importante: o risco digital não vem só de “hackers desconhecidos”. Ele pode nascer dentro da própria área de TI e também em falhas de softwares usados no dia a dia. Isso reforça que segurança precisa ser rotina, não reação depois do problema.
Em um caso ligado ao ransomware ALPHV/BlackCat, profissionais de cibersegurança nos EUA admitiram participação como afiliados do grupo. Na prática, isso evidencia o perigo do “insider”: alguém com conhecimento, acesso e credibilidade ajudando o crime. Para empresas, o impacto pode ser enorme — interrupção de serviços, vazamento de dados, custos legais e perda de confiança.
Ao mesmo tempo, surgiram alertas sobre vulnerabilidades com códigos como CVE e até demonstrações em vídeo de exploração em ferramentas conhecidas, como n8n e Moodle. Para quem não é técnico, pense assim: uma falha desse tipo pode permitir que um invasor execute ações no sistema sem autorização, especialmente se o software estiver desatualizado ou mal configurado. O problema não é “ter tecnologia”, e sim deixar tecnologia sem manutenção e sem regras claras de uso.
O ponto em comum entre esses temas é simples: acesso + falha + ausência de controle vira oportunidade. Por isso, vale revisar quem pode fazer o quê, como mudanças são aprovadas, quais sistemas são críticos e se as atualizações estão em dia. Também é essencial acompanhar avisos de segurança e priorizar correções pelo risco real ao negócio, não apenas pela urgência do momento.
Dica de prevenção: faça uma revisão trimestral de acessos e remova permissões que não sejam necessárias. E mantenha um calendário de atualização de softwares, começando pelos sistemas expostos à internet e pelos mais usados.
No fim, reduzir riscos é combinar pessoas, processos e tecnologia com disciplina. Se você quer fortalecer sua postura de segurança, conheça os serviços da LC SEC: Pentest, Threat Intelligence com IA, Auditoria Interna, Conscientização, Plano Diretor de Segurança e SGSI (políticas/processos/procedimentos). Saiba mais em lcsec.io
Fontes